sábado, 18 de julho de 2009
Sempre assim
Todas as noites, sem exeções, você me aparece e me dá um beijo no rosto, passa a mão no meu cabelo e me faz dormir, todas as noites quando enfim consigo ter um momento sozinha pra pensar em você, fecho os olhos e te imagino do meu lado. Todas as noites são as mesmas coisas. E só resta imaginar o que você está fazendo que não está comigo, resta imaginar com quem está falando, se tá bem ou se precisa de alguém pra conversar. Todas as noites. Quando a primeira lágrima escorre, logo depois vem a segunda, e a terceira e assim sucessivamente. Eu sinto um frio que não cabe em mim, e quase todas as noites fico com febre, implorando para que o meu remédio seja você entrar por aquela porta e dizer que me ama, ou que ao menos eu veja o seu número no telefone, atender e escutar a sua voz, que já ficou tão distante. Não. Eu não peço muito, mas é dificil esse pouco. Quando durmo, sonho com você, e todas as noites sem exeção, acordo assustada e naquele momento quero morrer, não entendo o por que do sonho ter acabo e ter acordado para uma realidade não muito boa, sim, eu te confesso, que as coisas aqui estão difcieis, a dor anda grande e não consigo mais suportar as lágrimas corriqueiras no canto dos olhos e pra te confessar mais uma coisa, quando o telefone toca, abaixo a música e espero que seja você. Não é. Nunca é. E mais uma vez eu me apego a qualquer coisa, a qualquer babagenzinha que me lembre você. O ursinho que por incrivel que pareça ainda tem o seu cheiro, dorme comigo todas as noites, sem exeções.