sexta-feira, 29 de maio de 2009

Palpite no tempo...

Por que três em cada quatro casamentos não dão certo? Puro e simplesmente acabam? O que acontece? Acaba o amor? Onde está aquele casal que fez juras de amor eterno na segunda semana de namoro? Por que tanta gente se separa? Talvez, por uma razão muito simples: nunca deveriam ter se casado.

Alguém me explica porque uma pessoa de 35 anos decide se casar com outra que conheceu há quatro meses? Quem está cronometrando o tempo? Fazendo contagem regressiva e dizendo pra ele: “Case-se logo. Você já está velho demais pra ficar solteiro.”? E por que ele não se casou com o amor da sua vida aos 18 anos? Quem disse pra ele que era “cedo demais”???

É essa mania que a gente tem de querer dar palpite no tempo. Como se o amor tivesse hora marcada pra acontecer. Alguém inventou que, aos 20 anos, você é muito nova para casar. E que, aos 30, já está passando da hora. Provavelmente esse alguém nunca amou de verdade. Me perdoem, mas o morno nunca me atraiu. Amor, pra mim, é quente. Vermelho. Brasa. Pegando fogo. É querer estar com alguém a qualquer hora do dia. Da noite. É fugir do trabalho no meio da tarde só pra falar oi. É não estar junto, mas sentir o calor do outro. É poder estar a quilômetros de distância, mas sentir a pessoa do seu lado. É sentir que o programa mais chato do mundo se torna o melhor, única e exclusivamente porque vocês estão juntos. Ali. É olhar nos olhos da outra pessoa e ver que ela está feliz. É estar feliz até nos momentos tristes. É contar com aquele colo que já tem a sua marca nele. Hoje eu sei de tudo isso, porque vivo este momento.

Agora..., por obséquio, não me venha com essa história de “crise dos 30 anos”. Pro inferno com essa mentalidade ultrapassada. Case-se, então, com o infeliz que você conheceu há cinco meses e está junto dele apenas porque ele também acha que “já passou da hora de casar”. Case-se com ele e continue com esse sorriso amarelo, essa cara morna de tanto-faz e esses olhos que brilham quando vêem seu ex-namorado, mas sequer demonstram alegria do lado da pessoa com quem você, agora, faz planos para o futuro. Case-se com ele, mesmo sabendo que a paixão da vida dele não é - nem nunca - será você. E que ele só não se casou com ela porque se achava “novo demais” na época.

Já gostei muito. Já chorei. Já ri demais. Já me apaixonei algumas vezes. Mas, principalmente, já vivi demais. Intensamente. E ainda tenho muito pra viver. Muito. Quente ou frio. Morno jamais. E, hoje, sei que vivi tudo da melhor forma. Não deixei nada pra trás. Nenhum caso de amor mal resolvido. Nenhuma paixão antiga. Fui até a última gota. Até saber que vivi tudo que tinha pra viver. E vou viver ainda cada instante se valer a pena. Se der emoção. Se acelerar o coração.